Principito — Campanha de Páscoa 2020
Projetos de identidade visual, ambientação, curadoria, objetos, vitrines e criação aplicada desenvolvidos entre arte, marca, espaço e experiência.

Tag da campanha Principito — Páscoa 2020 da Chocólatras, com o Coelho Príncipe como personagem de uma narrativa afetiva sobre amor, cuidado, doçura e encantamento.
A campanha de Páscoa 2020 da Chocólatras foi construída a partir da criação de um personagem próprio: o Principito, também apresentado na peça como O Coelho Príncipe.
Inspirado no imaginário poético de O Pequeno Príncipe, o personagem deslocava a comunicação tradicional de Páscoa para um território mais sensível, literário e afetivo. Em vez de trabalhar apenas com ovos, chocolates, coelhos e apelos comerciais típicos da data, a campanha criava uma pequena fábula de marca.
O Principito era um coelho viajante, vindo das estrelas, que chegava à Terra uma vez por ano para lembrar aquilo que a Páscoa poderia simbolizar em sua dimensão mais delicada: amor, cuidado, vínculo, presença e doçura.
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CAMPANHA DE PÁSCOA
A campanha Principito — Páscoa 2020 foi criada para a Chocólatras como uma ação sazonal baseada em personagem, narrativa afetiva e experiência de presente.
A proposta deslocava a Páscoa de uma comunicação apenas comercial para um território simbólico. O chocolate continuava sendo o centro do produto, mas passava a ser acompanhado por uma pequena história, uma figura própria e uma mensagem de afeto.
O personagem Principito
O Principito, também apresentado como O Coelho Príncipe, foi criado como personagem de campanha. Ele reúne o coelho tradicional da Páscoa com uma camada literária, estelar e contemplativa.
Em vez de ser apenas um símbolo sazonal, o personagem funciona como mensageiro. Ele vem das estrelas, habita um pequeno planeta, carrega uma rosa e visita a Terra para lembrar o valor do amor e do cuidado.
Essa construção dava à campanha uma identidade própria e abria caminho para reconhecimento, continuidade e memória de marca.
Inspiração literária
A inspiração no imaginário poético de O Pequeno Príncipe aproximava a campanha de temas como infância, planeta, estrela, rosa, viagem, cuidado e amor essencial.
Essa referência não era usada apenas como estética. Ela organizava o tom emocional da campanha. A Páscoa deixava de ser somente uma data de consumo e passava a ser apresentada como ocasião para lembrar vínculos, presença e delicadeza.
O resultado era uma campanha infantil no imaginário, mas não infantilizada. A linguagem podia tocar crianças, pais, mães, avós, casais e adultos que compram chocolate como gesto de afeto.
Branding reverso da tag
A tag funciona como peça-chave de branding. Ela não é apenas um cartão de acompanhamento do produto; apresenta o personagem, introduz o universo simbólico da campanha e transforma o chocolate em parte de uma narrativa.
A partir da peça, é possível identificar uma estratégia clara: criar uma experiência de presente que não terminasse no produto. A tag acrescentava história, memória e encantamento.
O consumidor não recebia apenas chocolate; recebia um pequeno fragmento de mundo.
Território de marca
O território da campanha é o da Páscoa afetiva.
A campanha não se apoia apenas na ideia de consumo sazonal. Ela trabalha a Páscoa como reencontro com o essencial: amar melhor, cuidar de quem se ama, oferecer algo doce como sinal de presença.
A Chocólatras aparece, nesse contexto, como uma marca capaz de transformar uma data comercial em gesto simbólico. O chocolate deixa de ser apenas produto e passa a ser mensageiro.
O território combina afeto, encantamento, memória e delicadeza.
Arquétipo do Inocente
O arquétipo principal da campanha é o Inocente.
O Inocente aparece na pureza do personagem, na linguagem simples, no universo estelar, na referência à infância e na crença de que o essencial está ligado ao coração, ao cuidado e ao amor.
Essa escolha é especialmente adequada para uma campanha de Páscoa, porque a data permite uma comunicação mais sensível, familiar e simbólica. O Inocente cria confiança, ternura e aproximação emocional.
No caso da Chocólatras, esse arquétipo suaviza o desejo pelo chocolate e o transforma em afeto. A compra não é apenas indulgência: é uma forma de dizer “lembrei de ti”, “cuido de ti”, “quero te dar algo bonito”.
Arquétipos secundários
O Cuidador aparece como arquétipo secundário. A própria mensagem da tag aponta para isso: amar e cuidar de quem se ama. A campanha fala diretamente de vínculo, proteção, presença e responsabilidade afetiva.
O Mago também aparece em camada complementar. O Principito vem das estrelas, viaja entre mundos, habita um planeta, traz uma rosa e transforma a Páscoa em fábula.
Assim, a campanha articula três forças arquetípicas: Inocente, Cuidador e Mago. Pureza, proteção e encantamento trabalham juntos para transformar o chocolate em presente narrativo.
Personalidade da campanha
A personalidade da campanha é doce, poética, delicada e contemplativa.
O Principito não é um personagem ruidoso, promocional ou cômico. Ele não grita a venda. Ele convida à pausa. Funciona como mensageiro de afeto.
Essa escolha posiciona a Chocólatras em um lugar mais sofisticado: a marca não disputa apenas preço, volume ou variedade de produtos. Ela constrói significado.
A Páscoa, nessa narrativa, deixa de ser apenas uma ocasião para comprar chocolate e passa a ser uma data para lembrar o valor dos laços.
Linguagem visual
A linguagem visual da tag usa elementos de forte potência simbólica: planeta, estrelas, rosa, coelho príncipe, aquarela e frase manuscrita.
O planeta remete ao pequeno mundo íntimo de cada pessoa, à solidão poética, ao refúgio e ao universo particular do afeto. As estrelas indicam sonho, distância, imaginação e encantamento.
A rosa protegida remete ao cuidado com aquilo que é frágil, precioso e único. O coelho, figura tradicional da Páscoa, ganha uma camada narrativa nova ao ser transformado em príncipe viajante.
A aquarela acrescenta leveza, manualidade e delicadeza. A peça parece menos industrial e mais afetiva, reforçando a percepção de cuidado artesanal.
Tom de voz
O tom de voz da campanha é literário, simples e emocional.
A mensagem central reforça que o personagem vem lembrar o que realmente importa: amar e cuidar. Esse tom cria uma comunicação diferente da publicidade comum de Páscoa.
Em vez de urgência, desconto ou excesso visual, a campanha propõe silêncio, ternura e significado. A marca fala como quem entrega uma pequena história junto ao chocolate.
Estratégia de produto e embalagem
A tag eleva a embalagem ao papel de mídia narrativa.
Ela funciona como ponto de contato entre marca, produto e consumidor. Ao acompanhar ovos, doces ou presentes de Páscoa, a peça amplia a experiência de compra e cria uma lembrança material da campanha.
Esse recurso é especialmente importante em datas comemorativas. O consumidor compra chocolate, mas também compra apresentação, gesto, emoção e memória.
O Principito transforma a embalagem em objeto de afeto.
Diferenciação no mercado
Em um mercado de Páscoa frequentemente saturado por coelhos genéricos, ovos coloridos e comunicação infantil padronizada, a criação do Principito oferecia um caminho mais autoral.
A campanha criava um personagem sazonal com potencial de reconhecimento, continuidade e colecionabilidade. O Coelho Príncipe poderia voltar em outras Páscoas, ganhar novas histórias, aparecer em tags, cartões, embalagens, vitrines, posts e materiais de ponto de venda.
Essa é uma estratégia de branding importante: transformar uma ação pontual em ativo de marca.
Colaboração com Eduardo Mutti Design
A campanha contou com colaboração de Eduardo Mutti Design na tradução gráfica e materialização visual da peça. A criação conceitual do personagem, a narrativa afetiva, o território simbólico da campanha e a leitura estratégica da tag como peça de branding foram conduzidos por Cinthya Verri.
A colaboração de Eduardo Mutti contribuiu para dar forma gráfica ao universo do Principito, organizando visualmente a campanha em uma peça delicada, aplicável e adequada à comunicação sazonal da Chocólatras.
Síntese do núcleo
O projeto Principito — Campanha de Páscoa 2020 integra o núcleo Chocólatras como exemplo de branding sazonal com criação de personagem, narrativa afetiva e expansão simbólica da embalagem.
A campanha partiu do imaginário poético de O Pequeno Príncipe e o reinterpretou para a Páscoa por meio de um personagem próprio: o Coelho Príncipe, mensageiro de amor, cuidado e delicadeza.
A tag revela uma estratégia de marca centrada no encantamento. Ela transforma o chocolate em presente narrativo, a embalagem em memória e a Páscoa em ocasião para lembrar o essencial.
O resultado é uma campanha sensível, autoral e emocionalmente reconhecível, alinhada ao território da Chocólatras como marca de afeto, prazer e experiência.






























