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Caderno de Viagem — México

Livros, romances, poemas, crônicas, publicações e desdobramentos cênicos de uma trajetória construída entre memória, corpo, linguagem e presença pública.

Card com a capa do livro Constantina, de Cinthya Verri.

Caderno de Viagem — México, publicação de artista de Cinthya Verri realizada a partir de pesquisa visual no México em 2018.

Caderno de Viagem — México é uma publicação de artista de Cinthya Verri, realizada a partir da pesquisa visual desenvolvida no México em 2018. A obra reúne fotografia autoral em preto e branco, edição sequencial, diário visual e curadoria de imagens, transformando deslocamento, observação e pesquisa de campo em objeto editorial.


Mais do que registrar uma viagem, o caderno organiza uma narrativa visual sobre território, ancestralidade, ritual, morte, corpo, memória, cultura popular, mulheres e iconografia latino-americana. As imagens percorrem paisagens arqueológicas, cactos, máscaras, crânios, altares, artefatos, museus, encontros humanos e fragmentos de vida cotidiana, compondo um repertório sensível e simbólico.


A publicação integra o ciclo mexicano da trajetória de Cinthya Verri, em diálogo com Adelitas, Margarita Recebe Margarita e a pesquisa sobre mulheres, Revolução Mexicana, apagamento histórico, memória política e presença feminina. Este núcleo do acervo preserva o caderno como livro de artista, ensaio fotográfico, documento de viagem e matriz visual para desdobramentos posteriores.

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Livro de artista e diário visual


Caderno de Viagem — México é uma publicação de artista vinculada à pesquisa realizada por Cinthya Verri no México, em 2018. O material funciona simultaneamente como caderno fotográfico, diário visual, arquivo de pesquisa, publicação documental e objeto editorial.


A obra não se limita ao registro de uma viagem. A sequência de imagens transforma o deslocamento em linguagem visual organizada: há seleção, edição, ritmo, recorrência temática e construção de percurso. O México aparece como território de camadas — arqueologia, rua, museu, corpo, morte, ritualidade, memória, paisagem e cultura viva.


Fotografia autoral


O caderno deve ser lido também como registro da atuação de Cinthya Verri como fotógrafa. As imagens em preto e branco criam unidade estética e deslocam o olhar do registro turístico para uma investigação de textura, luz, contraste, matéria, forma e presença.


A autora fotografa paisagens arqueológicas, cactos, máscaras, crânios, altares domésticos, artefatos, pessoas, espaços museológicos e fragmentos de vida cotidiana. A sequência revela um olhar atento ao enquadramento, ao corte, à montagem e à tensão simbólica entre documento e poética.


Pesquisa visual no México


A viagem ao México funcionou como campo de pesquisa visual, histórica e afetiva. O caderno preserva esse percurso por meio de imagens que aproximam ancestralidade, ritual, morte, feminino, cultura popular, museu, rua, corpo e memória política.


O material fotográfico opera como repertório iconográfico para obras posteriores. Máscaras, crânios, artefatos, ruínas, altares, indumentárias e referências bibliográficas compõem uma matriz visual que alimenta o ciclo mexicano da autora.


Relação com Adelitas


Caderno de Viagem — México está diretamente ligado ao ciclo de Adelitas, pesquisa de Cinthya Verri sobre mulheres, Revolução Mexicana, ancestralidade, apagamento histórico e memória latino-americana. A publicação funciona como uma das bases visuais desse processo.


O caderno permite compreender que Adelitas não nasce apenas como exposição, mas como desdobramento de uma investigação de campo, de um acervo de imagens e de uma elaboração autoral sobre a presença feminina na história. A viagem, a fotografia e a edição visual antecedem e alimentam a obra expositiva.


Margarita Recebe Margarita


O mesmo ciclo mexicano inclui o documentário Margarita Recebe Margarita, gravado na Cidade do México, na casa de Margarita Zapata. Nesse contexto, o caderno compõe uma constelação de trabalhos: fotografia, livro de artista, entrevista documental, exposição, performance, debate público e pesquisa histórica.


A publicação demonstra a dimensão transdisciplinar da trajetória de Cinthya Verri, em que uma mesma pesquisa pode gerar imagem, texto, exposição, documentário, encontro público e objeto editorial.


Leitura curatorial


A sequência do caderno sugere uma narrativa visual não linear, organizada por aproximações simbólicas: pedra e pirâmide, cacto e deserto, corpo ritualizado, crânios e morte, máscaras e artefatos, altar doméstico, autorretrato em campo, referências sobre mulheres em contexto de violência histórica e retorno à paisagem arqueológica.


Essa estrutura confere ao material fotográfico um arco próprio. O caderno não apenas reúne imagens: ele pensa por imagens. A edição cria uma travessia entre território, memória, morte, feminino, ritualidade e presença.


Registros preservados


Este núcleo do acervo reúne a publicação Caderno de Viagem — México, seus registros visuais, imagens em preto e branco, páginas do caderno, referências ao ciclo Adelitas, vínculos com Margarita Recebe Margarita e documentos públicos relacionados à pesquisa mexicana de Cinthya Verri.


No conjunto, esses materiais preservam a obra como publicação de artista, ensaio fotográfico, diário visual, documento de pesquisa internacional e matriz iconográfica de uma produção que articula literatura, fotografia, arte visual, memória latino-americana e presença feminina.

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