AS MULHERES QUE AMAVAM GAINSBOURG
Registros de uma trajetória em cena, entre teatro, música, performance, personagem, palavra falada, imagem e corpo.

Cinthya Verri em cena, em registro vinculado ao universo musical e performático de As Mulheres que Amavam Gainsbourg.
As Mulheres que Amavam Gainsbourg é um espetáculo cênico-musical idealizado por Cinthya Verri, com versões e adaptações musicais em português de canções de Serge Gainsbourg e direção geral de Bob Bahlis. O projeto aproxima teatro, música, performance, tradução criativa, cultura pop, literatura, visualidade e presença feminina em cena.
Mais do que uma homenagem biográfica a Gainsbourg, o espetáculo operou como uma transcriação para a escuta brasileira: as canções foram deslocadas para o português, atravessadas por personagens femininas, narrativas de desejo, ironia, melancolia, cabaré, teatro musical e construção de persona. Nesse processo, a atuação de Cinthya se deu como idealizadora, intérprete, autora de versões musicais e participante da criação visual e poética do projeto.
Este núcleo do acervo reúne registros da criação, estreia, circulação e repercussão de As Mulheres que Amavam Gainsbourg, incluindo Feira do Livro de Porto Alegre, Sarau Elétrico, Usina do Gasômetro, Porto Verão Alegre, Teatro de Câmara Túlio Piva, Prêmio Açorianos, imprensa, crítica especializada, redes sociais, fotografias de cena e registros audiovisuais.
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ESPETÁCULO MUSICAL E PERFORMÁTICO
As Mulheres que Amavam Gainsbourg foi concebido como um espetáculo cênico-musical em homenagem ao universo de Serge Gainsbourg, artista francês marcado pela fusão entre canção, literatura, personagem público, ironia, sensualidade simbólica e experimentação formal.
A montagem aproximou música, teatro, performance e tradução criativa, construindo uma versão brasileira para esse repertório. A proposta não era apenas apresentar canções, mas criar uma atmosfera cênica em torno das mulheres, imagens, personagens e mitologias que atravessam a obra de Gainsbourg.
Idealização de Cinthya Verri
Cinthya Verri aparece neste núcleo como idealizadora do projeto, intérprete em cena, autora de versões e adaptações musicais em português e participante da criação visual e poética do espetáculo. Essa centralidade autoral é uma das marcas documentais mais importantes do projeto.
O trabalho comprova uma atuação híbrida: Cinthya não aparece apenas como cantora ou atriz, mas como criadora de linguagem cênico-musical, articulando repertório, tradução, personagem, imagem, presença vocal e construção de atmosfera.
Versões musicais em português
O núcleo autoral do espetáculo está especialmente nas versões e adaptações das canções de Serge Gainsbourg para o português. A proposta não era tradução literal, mas transposição poética, musical e cênica para a escuta brasileira, preservando inteligência, duplo sentido, espírito e atmosfera do compositor.
Entre as versões documentadas estão Comic Strip, Marilou Sobre a Neve, Eu Bebo, A Javanesa, Canário na Varanda, Senhor William, Aux Armes, Outono nos Livros e Eu te Amo... Nem Eu. A crítica do Jornal do Comércio registrou a qualidade das versões em português realizadas por Cinthya Verri, com uma delas em parceria com Cristiano Godinho.
Direção, cena e criação visual
A direção geral do espetáculo foi de Bob Bahlis. O roteiro e a direção cênica aparecem vinculados a Cristiano Godinho em registro crítico, enquanto as artes e a contribuição visual foram associadas a Carlos Wladimirsky e Cinthya Verri.
Essa composição reforça o caráter interdisciplinar do projeto: música, teatro, dramaturgia, artes visuais, figurino, corpo, voz e presença cênica funcionam como partes de uma mesma linguagem. A montagem não se restringe ao formato de show; ela se aproxima do teatro musical, do cabaré e da performance.
Estreia na Feira do Livro de Porto Alegre
A estreia pública do projeto ocorreu na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre, em 27 de outubro de 2012, na Tenda de Pasárgada. Esse marco posiciona o espetáculo desde sua origem em um ambiente público de literatura, música e cultura.
A inserção na Feira do Livro é significativa porque situa As Mulheres que Amavam Gainsbourg em uma zona de cruzamento entre palavra, canção, performance e circulação cultural. O espetáculo nasce em diálogo com o campo literário, mas se desdobra imediatamente para a cena e para a música.
Circulação Cultural
A circulação documentada do espetáculo inclui a Feira do Livro de Porto Alegre, Sarau Elétrico, Usina do Gasômetro, Porto Verão Alegre, Teatro de Câmara Túlio Piva, Teatro Bruno Kiefer, Prêmio Açorianos, eventos culturais, páginas públicas, redes sociais e registros audiovisuais.
Entre os registros preservados, há indicação de apresentações com lotação, recomendação de chegada antecipada, menção a apresentação no evento Marcas de Quem Decide para cerca de 800 pessoas e divulgação em circuitos culturais de Porto Alegre. Esses elementos demonstram que o projeto teve continuidade, público e identidade própria.
Prêmio Açorianos
Em 5 de dezembro de 2012, o universo de As Mulheres que Amavam Gainsbourg teve desdobramento musical em apresentação no contexto do Prêmio Açorianos, no Teatro Renascença, em Porto Alegre.
As fotografias de Gerson de Oliveira registram Cinthya Verri em cena como cantora e intérprete, reforçando a dimensão performática do projeto e sua inserção em cerimônia cultural relevante da cidade. Esse registro amplia a documentação do espetáculo para além da estreia e comprova sua circulação em palco público reconhecido.
Crítica e repercussão
A crítica especializada de Antônio Hohlfeldt, publicada no Jornal do Comércio em 2014, registrou a maturidade do espetáculo e destacou aspectos como direção, roteiro, versões em português, atuação, figurinos, coreografia, unidade cênica e reação do público.
Esse reconhecimento crítico é importante porque confirma externamente a consistência artística da montagem e a relevância das versões musicais em português. A documentação preservada também reúne comentários públicos, divulgações, prints de eventos, registros de lotação e material audiovisual.
Página pública e acervo digital
A página pública de As Mulheres que Amavam Gainsbourg funciona como acervo digital do projeto, reunindo registros de circulação, comentários, convites, fotografias, divulgações, vídeos e materiais relacionados ao espetáculo.
Esse conjunto reforça que a montagem não foi um evento isolado, mas um projeto com continuidade, identidade visual, circulação cultural e presença pública própria.
Registros Preservados
Este núcleo do acervo reúne imagens de divulgação, fotografias de cena, registros do Prêmio Açorianos, prints de eventos, materiais da Feira do Livro de Porto Alegre, Sarau Elétrico, Usina do Gasômetro, Porto Verão Alegre, Teatro de Câmara Túlio Piva, crítica especializada, página pública, vídeo de apresentação e documentação relacionada ao espetáculo.
No conjunto, esses materiais preservam As Mulheres que Amavam Gainsbourg como marco da trajetória cênica e musical de Cinthya Verri, articulando literatura, música, teatro, tradução criativa, performance, cultura pop, produção visual e presença pública.












