March 3, 2018

February 2, 2018

January 2, 2018

December 28, 2017

Please reload

Posts Recentes

CINTHYA VERRI ENTRA NOS EIXOS

March 14, 2018

1/5
Please reload

Posts Em Destaque

Fuego Nuevo

January 2, 2018

 

Tomada pela sensação de fim de ano, e pela imersão no mundo Mexicano, tive a urgência de desenhar a Pedra do Sol. A original tem 3,50 m. Consegui um oxford de três metros de largura e fiz o que pude. Queria apenas ver a Pedra do Sol com meus olhos de desenho porque é engolir a imagem grande aos goles pequenos e isso vai pingando insistentemente até que transborda e fora de mim, outra vez, eu a vejo.

 

O calendário está dentro de nosso corpo por mais que digam que não acredito em ano novo, vai continuar tudo, só muda para escrever a data no cheque e quase ninguém usa cheques hoje em dia.

 

Mas como tem sido assim para nossos ascendentes e desde que nascemos e por dentro da memória que os genes carregam acontece que o ano vai acabar, estamos, sim, envelhecendo exceto quando morremos e o tempo está passando.

 

Ele vai pingando dentro da gente, os dias pequenos e os dias grandes, que são uma imagem também que insiste e depois transborda quando acreditamos que existe Reveillon contados 365 dias e 1/4.

 

Por que 365 são sete dias na semana e trinta dias é um mês e cem anos é um século?

 

E tantos tantos acreditam e contam juntos esses dias que se torna verdade e a gente esquece que é estranho. Não poderia ao invés disso 260 dias um ano e cinco dias uma semana e vinte dias um mês e 52 anos um século e o ano novo seria um solstício e pelo menos teria sentido real para a agricultura que o alimento sim é sagrado e feito de poeira de estrela. Poderia e assim foi para ancestrais da américa latina e talvez seja isso nos meus genes de paixão pela Pedra do Sol no primeiro segundo em que a vi.

 

Viva o fogo novo.

 

TONALPOHUALLI

 

Pedra do Sol: esculpida em um bloco de basalto com 3,50 metros de diâmetro e 24 toneladas de peso. Foi descoberta no final do século XVIII, na Cidade do México.

 

O calendário civil, chamado de Xiuhpohualli, contava 365 dias. Ele descrevia as práticas relacionadas com as estações do ano, e, por isso, pode ser chamado de “o Ano Agrícola” ou o “Ano Solar”.

 

O outro calendário tem 260 dias. Em Nahuatl, a língua dos astecas, é chamado a Tonalpohualli ou “Contagem de Dias”. Ele divide os dias e rituais entre os deuses.

 

Para os astecas, o universo existia em um equilíbrio muito delicado — forças divinas estariam competindo pelo poder.

 

A Pedra do Sol foi a representação desta contagem sagrada de dias e o símbolo máximo da necessidade de sacrifícios humanos para alimentar o Quinto Sol (Tonatiuh), no centro do monolito de basalto.

 

Os Astecas tinham conhecimentos precisos sobre a duração do ano, a determinação dos solstícios, as fases e eclipses da Lua, as revoluções do planeta Vênus e diversas constelações, como as Plêiades e a Grande Ursa. Eles atribuíam uma atenção especial à mensuração do tempo, numa aritmética que tinha como base o número 20.

 

Laplace, matemático, dizia que o ano-trópico asteca era mais exato do que o de Heparco. Essa exatidão do ciclo de 260 dias sagrados em relação ao exato movimento do Sol, possuía uma diferença de apenas 0,01136 de dia, ou seja, um pouco mais de um centésimo de dia.

 

Ao fim de cada período de 52 anos, acendia-se o “Fogo Novo” no cimo da montanha de Uixachtecatl. Era comemorado como um verdadeiro Reveillon místico com sacrifícios, danças e renovação dos utensílios domésticos.

 Apoie este projeto http://www.patreon.com/cinthyaverri #1forART 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga